25 de agosto de 2011
14 de julho de 2011
Brasil deverá ter 4G antes da Copa de 2014
O Brasil poderá contar com a tecnologia 4G em 2013. O assunto foi discutido com representantes da empresa chinesa ZTE, que estiveram hoje com o ministro Paulo Bernardo.
Na ocasião, os chineses manifestaram o interesse em cooperar na implantação tecnologias de banda larga mais avançadas.
Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, MiniCom e Anatel já estão discutindo a forma de implementar a tecnologia 4G no Brasil a tempo de usá-la durante a Copa do Mundo de 2014.
A ideia é aproveitar a parceria com a ZTE para adiantar esse cronograma e oferecer a tecnologia já na Copa das Confederações, que será realizada no Brasil em junho de 2013. As cidades atendidas, nesse primeiro momento, seriam as cinco capitais que vão servir de sede para as competições.
Paulo Bernardo afirmou que a meta do governo é licitar a freqüência de 2,5 Ghz até o primeiro semestre do ano que vem. Segundo ele, a faixa tem se mostrado a mais adequada para a implantação da tecnologia 4G. A nova tecnologia trará para o consumidor velocidades muito maiores do que as da terceira geração de telefonia móvel (3G), disponível atualmente.
PNBL
Além da preparação do país para a Copa do Mundo, a ZTE colocou-se à disposição do governo brasileiro para colaborar também no Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), apoiando a Telebrás na construção de redes de fibra óptica.
Segundo o presidente da ZTE Brasil, Yuan Lie, o interesse é acelerar a implantação das novas tecnologias no país. Uma nova reunião ficou acertada com o presidente da Telebrás, Caio Bonilha. A estatal vai apresentar os projetos que estão sendo desenvolvidos dentro do PNBL e suas principais demandas, para que a empresa possa traçar sua proposta de parceria.
A empresa chinesa também está investindo na produção de equipamentos no país. Em agosto a empresa vai começar a produzir tablets e celulares no Brasil. Segundo o presidente e fundador da ZTE, Hou Weiqui, o primeiro pacote de produção local desses equipamentos deve ser concluído em novembro.
Recentemente, a empresa comprou uma fábrica e um terreno no Brasil para a construção de um centro de pesquisa e desenvolvimento.
[Info]
4 de julho de 2011
Cidades da Copa terão prioridade para receber tecnologia 4G, diz governo
O governo federal vai priorizar as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 na implantação da quarta geração (4G) da telefonia móvel no Brasil , disse ao G1 o diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra de Oliveira.
As 12 cidades-sede são Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
O 4G é o nome dado a um conjunto de tecnologias e padrões de transmissão de dados e voz por redes de telefonia celular. Alcança velocidades de cerca de 100 megabit (Mbps), uma taxa de transmissão cerca de dez vezes maior do que a máxima obtida atualmente pelo 3G, que é de 7 Mbps - o que as prestadoras vendem como plano de 1 Mbps.
“O 4G é para o celular, mas pode ser para o modem também. Além da velocidade com mobilidade, a vantagem do 4G é que, como é banda larga sem fio, permite chegar a lugares que não chegam atualmente, como a periferia”, afirmou Oliveira.
Segundo o diretor do ministério, as empresas implantarão a rede 4G gradualmente, mas a meta é ter em 2014 todas as cidades-sede da Copa cobertas pelo sistema. "Pelo menos as cidades-sede. Pode ser que em outros municípios também, mas a principal preocupação é com as cidades-sede da Copa ”, disse Artur Oliveira.
No começo da semana, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que a empresa sul-coreana SK Telecom pretende disputar o leilão de frequências que introduzirá o 4G no Brasil.
Para ingressar no mercado brasileiro, a companhia aproveitou a viagem do ministro ao país para pedir o enquadramento da faixa de 2,1 gigahertz (Ghz) ao leilão de 2,5 Ghz da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
Ao G1, Bernardo disse que a Anatel deve lançar o edital de licitação da faixa de 2,5 Ghz ainda neste ano. “Temos condição de trazer a tecnologia para o Brasil até porque a Anatel já está preparando as licitações. Tem uma frequência que pode ser leiloada ainda neste ano e no final de 2012, começo de 2013, já estamos implantando o 4G no Brasil", afirmou.
A SK Telecom pode acirrar ainda mais a competição no mercado brasileiro entre as grandes prestadoras em operação no Brasil (Vivo, Claro, Tim, Oi e Nextel). A empresa pode fazer uso de tecnologias de 4G, como a o LTE (Long Term Evolution), para ofertar serviços de internet de alta velocidade nos terminais móveis.
Modens com padrão LTE são capazes de transmitir dados em até 100 Mbps. Além disso, o aparelho transmite voz via IP, eliminando a necessidade de sistemas de conexão telefônica: não importa se você está navegando na internet ou conversando pelo telefone, tudo vai passar pela internet.
Tablets
O ministro Paulo Bernardo afirmou que a medida provisória que possibilitará a desoneração dos tablets ainda não foi publicada porque depende da assinatura da presidente Dilma Rousseff. Com a redução de impostos para a produção do produto, os preços dos tablets devem cair em 36%.
O secretário de Telecomunicações do ministério, Nelson Fujimoto, afirmou que a MP deverá sair na próxima semana porque ainda aguarda portaria conjunta do Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério do Desenvolvimento. A MP reduz de 9,25% para zero a alíquota do PIS/Cofins nos tablets.
Na última quinta-feira, o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, disse que o governo federal deve incluir os tablets na chamada "Lei do Bem", que dá incentivos tributários para fabricação e venda de equipamentos eletrônicos no Brasil.
Segundo Barreto,os estudos para incluir os tablets na lei já foram concluídos e encaminhados ao Ministério da Fazenda. Se aprovada, a medida vai isentar os produtos da incidência do PIS/Cofins.
[Globo]
2 de julho de 2011
Qual a diferença entre 3G e 4G?
Os celulares evoluem com uma velocidade impressionante. Para acompanhar tal desenvolvimento, as redes móveis devem evoluir juntas, muitas vezes até mais rápido que os hardwares dos celulares. Mas você sabe qual é a diferença entre 3G e 4G?
A primeira geração (1G) de redes móveis surgiu na década de 80 com a tecnologia AMPS (Advanced Mobile Phone System). Era totalmente analógica e suscetível a interferências. Seu sinal era interceptado com facilidade, bastava alguém sintonizar na mesma frequência que seu celular trabalhava para escutar sua conversa. Além disso, seu telefone podia ser clonado com mais facilidade que atualmente.
A segunda geração (2G) surgiu na década de 90, mas muitos celulares ainda continuavam a usar a tecnologia 1G. A transição de uma geração para outra ocorre de forma lenta, já que demanda troca de aparelhos para suportarem a nova tecnologia. Com as redes 2G houve a troca do analógico para digital, como o sinal não era mais analógico era possível agora ser codificado.
Com essa geração ganhamos um recurso que hoje é trivial: enviar e receber SMS. Os aparelhos celulares reduziram seu tamanho e passaram a consumir menos bateria. Com isso, os preços também reduziram. Mas o celular ainda era um luxo para poucos. No decorrer da década os preços ficaram mais populares.
A rede 3G surgiu em meados de 2001 prometendo interatividade via internet móvel no seu celular. A rede 3G possui cobertura com qualidade superior a suas antecessoras. Com o advento dessa tecnologia novos serviços foram desenvolvidos. Passou a ser possível a realização de videoconferência, download de vídeos, jogos interativos e Voz sobre IP, tudo isso na tela do seu celular e tablet. E as funções estão disponíveis em qualquer lugar, desde que haja cobertura da sua operadora.
Já ouviu falar de LTE? Pois bem, essa é a tecnologia de quarta geração que será implantada no Brasil. Quais serão as diferenças entre 3G e 4G? O TechTudo responde isso pra você neste artigo.
3G x 4G
A terceira geração revolucionou a telefonia móvel, pois com ela foi possível navegar em tempo real na internet até em lugares fechados, como elevador e metrô, algo que não era possível com 2G.
O 4G terá todos os benefícios do 3G e outros mais, como velocidade superior de quatro a cem vezes em comparação ao 3G. Além de suportar mais protocolos de rede.
No 4G algumas aplicações terão prioridade sobre outras conforme necessidade, alocando a conexão de forma inteligente. Os padrões de telecomunicações são definidos pelo ITU (International Telecommunication Union), que é uma agência das Nações Unidas.
No exterior, a tecnologia 4G já está disponível em alguns países da Europa, Ásia e nos EUA.
A tecnologia 4G
Na internet encontramos muitos artigos falando sobre as diferenças entre 3G e 4G. Os dois padrões que competem pelo mercado de 4G hoje são o WIMAX, com a versão 802.16M, e o LTE Advanced (Long term evolution).
A tecnologia LTE, desenvolvida pela Third-Generation Partnership Project (3GPP), é uma evolução do High-Speed Packet Access (HSPA). Você já deve ter reparado que quando está conectado ao 3G aparece a letra H indicando que a conexão está estabelecida, pois é o HSPA.
A tecnologia LTE usa novas técnicas de moduação, por isso consegue alcançar altas taxa de downlink. Abaixo é mostrada a evolução das redes digitais, que vai desde o 2G até o 4G. O LTE usa como modulação: OFDM (Orthogonal Frequency Division Multiplex) e MIMO (Multiple Input Multiple Output), que aumenta a capacidade das ondas de transmissão.
A tecnologia LTE é uma evolução das redes 3G atuais. Poderemos usar TV interativa, blogs de vídeo móvel, jogos avançados e serviços profissionais, além de tantos outros recursos.
O LTE vai oferecer benefícios não apenas às operadoras, mas também aos consumidores. Em um primeiro momento, o preço do serviço será alto, pois a demanda da tecnologia será pequena. Conforme as pessoas forem adquirindo aparelhos compatíveis com a tecnologia, a tendência é que o preço diminua, assim como ocorre hoje com o 3G.
O 4G vai se aproximar à internet fixa com relação a velocidade. A tecnologia LTE permite que velocidades superiores a 200Mbit/s sejam atingidas. A empresa Ericsson, por exemplo, conseguiu taxas acima de 150Mbit/s. Essas taxas já atendem aos requisitos exigidos pelo ITU.
No Brasil algumas operadoras estão em fase de teste do 4G, mas, como já comentado em artigo do TechTudo, a prioridade do governo é que as operadoras ofereçam a tecnologia nas cidades sede da Copa de 2014 primeiro.
[Techtudo]
19 de fevereiro de 2010
Brasil Contará Com Ambientes 4G Até 2012
Previsões são do country manager da Qualcomm e também incluem o fechamento de acordos com duas operadoras para adoção da tecnologia HSPA+
A fornecedora de semicondutores 3G Qualcomm aposta que, até o fim deste ano, duas operadoras de telefonia móvel com quem já trabalha no Brasil devem adotar a tecnologia HSPA+, que permite expandir a capacidade de transmissão das redes. Impulsionado pela demanda do mercado e também pelos incentivos do governo, o setor de banda larga móvel tende a apresentar um crescimento maior do que o registrado nos últimos dois anos. “As operadoras estão levando banda larga móvel para pequenas cidades, sendo que esse será o único tipo de conexão disponível em muitos lugares”, comentou, durante a Mobile World Congress 2010, Paulo Breviglieri, country manager da Qualcomm no Brasil, para comprovar que esse tipo de tecnologia não será usado somente por grandes clientes nacionais.
Segundo ele, as operadoras foram surpreendidas pelo aumento brutal do tráfico móvel, desde que a terceira geração (3G) foi lançada, e agora afrontam o desafio de atualizar sua infraestrutura. Neste sentido, a Qualcomm aposta na venda da tecnologia HSPA+. “Muitas operadoras sabem que na ponta se pode evoluir a capacidade de forma mais simples, o grande problema é o aumento na capacidade de transmissão, crucial para a qualidade da rede”, pondera o executivo.
A Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016 devem impulsionar a evolução desses ambientes, na visão de Breviglieri. “O mercado terá de posicionar-se para atender o aumento de tráfico que ocorrerá nestes anos. Os meios de comunicação estrangeiros necessitarão de estruturas de acesso a vídeo e conteúdo multimídia”, avalia o executivo. Por esse motivo, o cronograma de evolução dos ambientes das operadoras nao pode atrasar-se. “O primeiro passo é a atualização da estrutura 3G e, mais adiante, será preciso adotar tecnologias 4G”, explica Breviglieri. Ele lembra que os investimentos em 3D sao marginais e que os recursos não serão desperdiçados no momento da chegada do 4G. “Sao estruturas paralelas, que vão coexistir”, reforçou.
Hoje, a única faixa disponível no Brasil para rodar essa modalidade de comunicação é a de 2,5 Ghz. Já houve uma iniciativa direta da Anatel para destinação da faixa e o country manager espera que até o fim do ano a fase regulatória seja finalizada. O próximo passo seria implementar as tecnologias de 4G / LTE nas operadoras, processo que pode tardar cerca de dois anos. “Acredito que até 2012 já teremos uma implementação de LTE no Brasil”, calcula.
Já com relação aos smartphones, outra aposta da Qualcomm, também há expectativa de aumento de vendas. De acordo com Breziglieri, os aparelhos representam 20% do total de celulares vendidos no Brasil hoje, em comparação aos cerca de 4% registrados entre 2008 e 2009. “Antes o público-alvo eram altos executivos e agora o uso foi ampliado para toda a população”, assegura o country manager, complementando que em até três anos um de cada três aparelhos vendidos será smartphone.
De outro lado, Breviglieri assegura que haverá existindo espaço para os celulares simples. “A empresa Modu acaba de lançar um aparelho pequeno com um módulo principal que funciona com jackets com distintas interfaces de uso, incluindo desde um simples telefone até funções mais complexas”, destacou para comprovar sua afirmativa.
Durante o World Mobile Congress, em Barcelona, uma das discussões mais polêmicas tem sido a questão dos múltiplos padrões existentes na área de mobilidade que, de acordo com especialistas, atua como um entrave para desenvolvimento do mercado. “Todas as companhias defendem o uso de uma só plataforma: a sua. E isso demonstra que existe espaço para mais de um padrão. A questão é: quem continuará a existir?”, indagou. Para ele, a solução é investir em acordos como o que acaba de ser anunciado durante o evento na capital catalã.
Nessa iniciativa, 24 operadoras de telecomunicações criaram a aliança Wholesale Applications Community, que prevê a construção de uma plataforma aberta que fornecerá aplicações para celulares. LG, Samsung e Sony Ericsson apoiam a medida, sendo que entre as operadoras envolvidas na ação estão Telefônica, Orange, Telecom Itália, Sprint, Verizon Wireless, VimpelCom, Vodafone e Wind. A carteira de cliente dessas empresas soma cerca de três mil milhões de usuários.
Passados os momentos críticos da crise econômica, Breviglieri garante, por fim, que a subsidiária brasileira foi pouco afetada. Como efeito mais imediato, aponta os efeitos da variação cambial que, entre final de 2008 e começo de 2009, fez com que operadoras investissem a verba disponível em equipamentos mais econômicos, já que os avançados ficaram muito caros por conta da alta do dólar.
[Techlider]